Drone ajuda a salvar botos na região da Amazônia

Com o período de seca, formaram-se bancos de areia nos rios, encalhando um bando de botos que só existem nessa região do mundo.

Foi até tema de matéria do fantástico. Sete botos encalhados em uma área de 89 mil hectares fazendo jus ao ditado “é como achar agulha em um palheiro.” Em uma região tão extensa, foi no drone que a equipe responsável pela gestão do Parque do Cantão, no Tocantins, viu a chance de melhorar o monitoramento de áreas.

Antes, o monitoramento era feito com acesso direto da equipe nas áreas, podendo levar dias para se descobrir determinados problemas, como caças ilegais, desmatamentos e acidentes naturais.

Nesse dia, que parecia como outro qualquer, o piloto colocou o rádio controle nas mãos para transmissão de imagem e subiu o drone rumo à proteção de aproximadamente 1000 botos de uma espécie recém descoberta, o boto do araguaia. Lá do alto, nota-se o zigue zague de terras e águas, formando pequenas lagoas rasas no Rio Formoso. Há 5km de distância, Silvana podia observar que essa era uma das secas mais fortes que já havia presenciado no Parque do Cantão e ali estava um bando de botos sob risco de morte.

Nesse momento começava uma grande operação de emergência, uma força tarefa que não permitia atrasos. Na estrada de chão árido, a poeira subia enquanto os carros passavam, trazendo uma equipe com 15 pessoas, entre elas George Georgiadis, Diretor de Pesquisas do Instituto. Essa espécie de boto já se encontra ameaçada de extinção, pois sua taxa de reprodução é lenta, quando comparada a sua taxa de mortalidade. As ameaças são provocadas, sobretudo por pescadores que julgam esses bichinhos como danosos para suas redes de pesca ilegal, além dos desafios impostos pela mudança no meio ambiente do próprio habitat, comenta George. Manter esses botos a salvo, é uma luta diária e naquele dia, graças a descoberta rápida do problema, não haveria mortes.

Equipe na água, joga-se a rede, família de botos cercada; e um a um, pesando em média 160kg, foram resgatados e transferidos para uma área mais profunda do rio. No dia seguinte, a mesma rotina: radio controle nas mãos, transmissão de imagem pronta e sobe o drone, consolidando-se como o vigia oficial do Parque do Cantão, protetor número 01 dos botos do Araguaia.

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